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Poemas.

Vida

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By Lobodomar · November 7, 2008 · 0 Comments ·

Foto: Lafides

VIDA
(Rita Costa)

Capto a vida
com todos os sentidos.
Decodifico cada um,
formo sensações;...
transformo algumas
em saudades
E os sentidos...
não me impedem de sofrer.

Sinto a vida!

Sinto e ponho em palavras...
emoções de viver...

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Sem Chão

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By Lobodomar · November 5, 2008 · 0 Comments ·

(Palafitas - Danilo Alves)
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SEM CHÃO
(André L. Soares)
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Aquela coisa velha é
tábua,
parede feia da
casa
suja e repleta de
água,...
palafita fincada
no chão.
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Ali vive gente sem
nada,
bebendo e comendo onde
caga,
sonhando com uma cova
rasa...
– Inferno é essa vida
de cão!
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Favorite:

Litígio

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By Lobodomar · October 31, 2008 · 0 Comments ·

(Lucky Kiss - H. Hurst)
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LITÍGIO
(André L. Soares)
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No real confronto dos olhares
instaurando-se o processo...
petição inicial apresentada,
baseada no charme das palavras
e na elegância dos gestos.
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Mas no decorrer da lide
sentimentos convertidos em desejos...
de conquista.
No atuar de cada parte,
confrontadas a verdade e a mentira,
mulher se mostrando inteira,
homem carregado de sofismas.
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E na união procrastinada
se um perde o outro lucra...
eis que na falha egoísta da outorga
cada um se nega réu confesso,
ambos querendo ter razão,
rejeitando dolo ou culpa.
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Mas se ao amor alguém se entrega,
quem o bem viver posterga
obviamente é o ladrão.
Daí que, sangrando em carne viva,
o que pra um é coração
para o outro é ‘res furtiva’.
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O Câncer de Gaia

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By Lobodomar · October 14, 2008 · 0 Comments ·

(Hard Live - Nuno Lobito)
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O CÂNCER DE GAIA
(André L. Soares – 09.10.2008 – Guarapari/ES)
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Existe um ser cuja coerência
vive em xeque:
pois submete a própria alma
aos desmandos da matéria;
capaz de trair tudo
em que acredita,...
deixa, até, que seus irmãos
morram de fome.
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Existe um ser cuja soberba
o consome,
que se afirma semelhante
a um deus maior;
porém, espalha dor e morte
ao seu redor
[qualquer coisa
por um punhado de moedas].
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Existe um ser que não
conhece limites:
domina as feras, as pragas,
as intempéries;
só não controla a loucura
em si mesmo
e o vil talento para
propagar miséria.
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Este poema integra a proposta do “Blog Action Day 2008”, cujo objetivo é discutir, por meio de ‘blogagem coletiva’ a realizar-se em 15.10.2008, a ‘pobreza’ e a ‘indigência’ no mundo, para que se possa refletir tais questões. Apresento, ainda, outra abordagem do mesmo tema e para o mesmo propósito no blog Doce de Fel, na forma de crônica.
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Ao todo, são mais de 11 mil blogs envolvidos, cujos textos já foram lidos por mais de 12 milhões de internautas. Tive a chance de apreciar algumas dessas postagens e o nível é excelente, revelando elevado grau de consciência social.
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Favorite:

Solidários

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By Lobodomar · October 7, 2008 · 0 Comments ·

(Sarah in Her Dad's Hand - John Forst)

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SOLIDÁRIOS
(André L. Soares)
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Ilhas de náufragos que se ajudam
trocando apoio, mesmo que mínimo,
ainda que o esforço pareça infindo
nunca lhes falta a esperança;...
ilhas de náufragos, que ao mar se
lançam... ávidos por salvar mais vidas.
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Podem essas rochas ser resistentes,...
ordem de homens que não se rendem,
enfrentando a fúria das tempestades,
todas as dores que nem são suas,
até que se alcancem os continentes.
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Leia também:
Alma de Poesia/Gritos Verticais/Natureza Poética/O Poema de Cada Dia/Poética Herética/Raiz de Cem/Sons de Sonetos


Cristalino

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By Lobodomar · September 30, 2008 · 0 Comments ·

Foto: Karina Diarte

CRISTALINO
(Rita Costa)

Primeiro foi acordar...
gritar frente ao espelho
o acúmulo de silêncios;
deixar se refletirem
no cristal todos meus medos
nascidos dos fracassos...
– esforços inúteis –.

Então,...
só após vazar a dor
que a vida ensina,
consciente da importância
dos meus sonhos,
de retirar resquícios
– espinhos que rechaçam
a auto-estima –,...
que vi ser possível
me recompor,
captar a natureza lírica
das coisas,...
a grandeza de toda
existência
e assim fazer poesia
em essência.
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Livre

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By Lobodomar · September 25, 2008 · 0 Comments ·

(Freedom - Ruth Palmer)

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LIVRE
(André L. Soares)
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Como o líder,... que comanda sem ser amo.
Como o perfume,... que invade sem ser bárbaro.
Como o pássaro,... que vai embora no outono.
Como o posseiro,... que faz bom uso sem ser dono.
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Favorite:

Ao Vento

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By Lobodomar · September 11, 2008 · 0 Comments ·

(Hi Fructose - Cinderella Web)
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AO VENTO
(André L. Soares)
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Ah... esse coçar a fronte
que faço se estou tenso,
esse mirar em frente
como quem olha pro nada,
perdido tal buscasse
a imagem do impossível
ou a inacessível resposta
à pergunta que nem fiz.
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Ah... que sensação é essa,
como se o mundo fosse leve
e eu voasse em um monociclo
pelas ruas, ladeira acima,
atrás dos sonhos distantes,
lançados por sobre as ondas,
de encontro aos furacões,
na contramão das marés.
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Ah... tem ainda a sonolência,
uma vontade de estancar
e viver pleno na saudade,
pra te sentir como música,
pra te ver em meio aos lírios,
pra te amar de forma mágica,
balançando num trapézio,
sob o ‘Cirque du Soleil’.
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Por Darfur

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By Lobodomar · September 11, 2008 · 0 Comments ·

(Apres-Midi en Afrique - Jaques Beaumont)
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POR DARFUR
(André L. Soares)
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Diz que tua maldade
é só loucura,...
fruto de uma dor insuportável
que nem mesmo o
tempo curou.
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Deixa que eu sinta
alguma culpa.
Divida comigo esses crimes,...
tu que irás beber
todo esse sangue,
derramado em nome
da ambição.
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Mente!
Tenta iludir o orto das lágrimas!
Pois não quero crer
que seja, o homem,
o mais carniceiro
dos Leviatãs.
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Entre Flores e Pedras

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By Lobodomar · September 3, 2008 · 0 Comments ·

Imagem: Oarchidelutza

ENTRE FLORES E PEDRAS
(Rita Costa e Sylvia Mariah)

Hoje acordei feito menina,
querendo brincar em réstias de sol,
colher as flores mais lindas,
provar um doce,
correr livre nas campinas...

(pulei da cama, sem arrumar os lençóis).

O dia me recebeu
como há tempos não fazia,
outra alegria tomou conta de mim
alguma saudade à-toa
– há muito perdida –
instantes que pensei nem fosse
mais lembrar,
vieram de novo me fazer sorrir...

(soltei os cabelos, saí à rua)

Sei que essa energia de agora
vinda do amparo dos sonhos
é a mesma dos tempos de criança,
fruto da espontaneidade total.
Sinto-me capaz de qualquer ousadia...
hoje eu até poderia
correr novamente entre os gerânios

(vai chover! larguei a roupa no varal).

Hoje, não houvesse a pressa,
nenhum semáforo poderia me deter,
fugiria em cada recordação...
– na praça, ainda existe o balanço
onde eu julgava que podia voar –
queria vestir toda essa fantasia
Mas a semana está ainda no inicio.
Ah! E esse tanto de coisas a fazer...

(lá vou eu para outro compromisso).
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